Pessoal, escrevendo de Delhi!!!
Esqueci de contar, mas agora estou rumo a uma viagem ao Norte da India... entao sem post tao frequentes mas na volta com muuuuitas novidades!
Minha companheira de viagem, claro, he a Salma, mas estaremos encontrando outros 10 pra seguir viagem. Mais detalhes nos proximos posts!!!
E quanto a Slumdog e os 8 oscars... eu fiquei muito contente, mas a reacao aqui na India nao foi muito grande... primeiro porque o sucesso foi mais internacional do que nacional; so elite se interessou pelo filme... Dos 8 oscars, os dois mais comemorados foram os para o musico Rahman... que eh um musico de Chenai e os indianos se identificam mais...
sábado, 28 de fevereiro de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Dharavi: uma mini India
Muitos dizem que Dharavi eh a maior favela da Asia e ate mesmo a maior do mundo. Acabei de ler numa revista publicada aqui, Time Out Mumbai, que os aglomerados em volta do aeroporto e ate por volta dos suburbios de Kandivali (duas estacoes de trem ao norte da minha casa, em Goregaon) e Vikhroli sao maiores. Ou seja, o mito de maior ja morre na propria Mumbai. Se isso eh verdade ou nao, nao importa: Dharavi continua sendo unica. E agora, com o sucesso do filme Slumdog Millionaire, que relata a historia de um “slumdog” de Dharavi, a sua fama ja esta percorrendo o mundo.
Se estimar o numero de habitantes em Mumbai ja eh uma tarefa ardua, imaginem estimar o numeros de habitantes em Dharavi... dizem algo entre meio e um milhao. Pra ter uma ideia da quantidade de gente que vive la, nos 223 hectares no coracao de Mumbai, vamos fazer uma estimativa: supondo que 700 mil pessoas vivam la, isso implica numa densidade demografica de 315 mil pessoas por kilometro quadrado. So pra comparar, Sao Paulo sao 142 habitantes por kilometro quadrado...
Mas o que impressiona em Dharavi, nao eh so o numero de pessoas que vivem la. E o “mundo” que vive la: usinas de reciclagem de plastico, curtumes de couro, fabricas de ceramica, padarias, escolas, mercados... uma economia que gera 650 milhoes de dolares por ano e que da emprego a grande parte dos habitantes de la. Alem disso, reunindo migrantes de todas as partes do pais, Dharavi eh como uma mini India, com uma amostra de cada parte do subcontinente, onde muculmanos, hindus, sikhs, cristaos vivem "sob o mesmo teto".
Nossa visita comecou pela zona “industrial”, onde vimos as usinas de reciclagem de plastico. Homens catam lixo pela cidade inteira e chegam ate Dharavi. La o trabalho comeca: separa-se nos diferentes tipos, limpa, pica e finalmente derrete e transforma em pellets novamente. Latas de tinta sao tambem renovadas la, latinhas e outros artefatos de aluminio viram outra vez materia prima nas metalurgicas de Dharavi. Impressionante ver tudo isso acontecendo ... claro que sem a menor estrutura, sem equipamentos de protecao individual, sem nada... Mas segundo o nosso guia, “ai deles de reclamar”, porque ai os donos das fabricas fecham os estabelecimentos e eles ficam sem emprego.
A minha parte favorita da visita foi a zona residencial... ruelas minimas onde dificilmente duas pessoas podem passar ao mesmo tempo... sao tantos casebres, um em cima do outro, utilizando cada centimetro disponivel que impedem ate a luz do sol de chegar ao chao... andando por la, pareciamos estar passeando a noite, enquanto “la fora” eram 3 da tarde... Ao passar pelas ruelas, podiamos espiar o que passava por dentro das “casas”: quartos de 20 metros quadrados, ou seja, tao grandes quanto o quarto que a maioria de nos tem em casa so pra gente, onde familias inteiras dividem o mesmo espaco para cozinhar, dormir, tomar banho, lavar o roupa... (quando eu falo em familias inteiras deve-se entender no estilo indiano: pai mae filhos, noras, netos...)
Ate mesmo la dava pra ver a diferenca entre um casebre e outro: uns com mais espaco, com proprias portas e outros so com uma cortininha... geralmente as estruturas tinham dois andares, entao dava pra ver as minimas escadinhas dando acesso aos quarto do andar de cima. Foi uma experiencia e tanto espiar e imaginar o mundo dessas pessoas... Um mundo onde privacidade nao existe; onde ate pra ir pro banheiro tem que enfrentar fila (a maioria dos casebres nao tem banheiro... as pessoas usam banheiros publicos), onde as ruelas e os drenos sao a mesma coisa e onde a luz do sol nao chega...
Mas a lembranca que Dharavi deixou em mim sao as pessoas... Ja tinhamos comentado, eu e a Salma, que os indianos mais queridos, mais especiais sao os indianos mais simples... Longe daqueles mais ricos, que so pensam em “Business, business” e em cada rupia e tambem longe dos irritantes mendigos e pedintes: os indianos que me comovem e me conquistaram aqui sao os simples, os vendedores de legumes, os costureiros, os donos de mercadinhos, os trabalhadores em fabricas... e os habitantes de Dharavi. Nao faltaram sorrisos na nossa visita, a gente passava e um mundo de sorrisos se estendia ... em plenas condicoes deploraveis que eles estavam, catando plastico na mesma posicao por horas e horas mas bastou nos ver (estrangeiros, ou seja, com certeza pessoas de fora de Dharavi) que de alguma maneira eles mostravam a sua hospitalidade.
As criancas nos estendiam a mao: queriam cumprimentar a gente!!!! Sem contar os milhares de “Hi!” que recebemos delas. Uma menina chegou perto de mim e queria conversar... Coisa mais linda. A familia dela estava junto e todos quiseram se apresentar pra mim. Outras ja sabiam algumas frases em ingles e ate perguntavam o nosso nome. Uma perguntou pra Salma: “What is your name? What is the name of your father?”
Infelizmente, nao nos permitiram tirar fotos durante o tour. O guia disse que as pessoas achavam que a gente vinha pra tirar fotos e depois rir da cara deles. Nao concordo que eles, os indianos, pensem isso... foi uma pena nao poder gravar alguns daqueles sorrisos... tenho certeza que aquela menina que se aproximou de mim e ficou por minutos andando de maos dadas comigo teria adorado tirar uma foto. Mas nao deu. Entao as imagens de Dharavi vou deixar pra profissionais, que diga-se de passagem, fizeram um trabalho maravilhoso.
To check:
National Geographic
Se estimar o numero de habitantes em Mumbai ja eh uma tarefa ardua, imaginem estimar o numeros de habitantes em Dharavi... dizem algo entre meio e um milhao. Pra ter uma ideia da quantidade de gente que vive la, nos 223 hectares no coracao de Mumbai, vamos fazer uma estimativa: supondo que 700 mil pessoas vivam la, isso implica numa densidade demografica de 315 mil pessoas por kilometro quadrado. So pra comparar, Sao Paulo sao 142 habitantes por kilometro quadrado...
Mas o que impressiona em Dharavi, nao eh so o numero de pessoas que vivem la. E o “mundo” que vive la: usinas de reciclagem de plastico, curtumes de couro, fabricas de ceramica, padarias, escolas, mercados... uma economia que gera 650 milhoes de dolares por ano e que da emprego a grande parte dos habitantes de la. Alem disso, reunindo migrantes de todas as partes do pais, Dharavi eh como uma mini India, com uma amostra de cada parte do subcontinente, onde muculmanos, hindus, sikhs, cristaos vivem "sob o mesmo teto".
Nossa visita comecou pela zona “industrial”, onde vimos as usinas de reciclagem de plastico. Homens catam lixo pela cidade inteira e chegam ate Dharavi. La o trabalho comeca: separa-se nos diferentes tipos, limpa, pica e finalmente derrete e transforma em pellets novamente. Latas de tinta sao tambem renovadas la, latinhas e outros artefatos de aluminio viram outra vez materia prima nas metalurgicas de Dharavi. Impressionante ver tudo isso acontecendo ... claro que sem a menor estrutura, sem equipamentos de protecao individual, sem nada... Mas segundo o nosso guia, “ai deles de reclamar”, porque ai os donos das fabricas fecham os estabelecimentos e eles ficam sem emprego.
A minha parte favorita da visita foi a zona residencial... ruelas minimas onde dificilmente duas pessoas podem passar ao mesmo tempo... sao tantos casebres, um em cima do outro, utilizando cada centimetro disponivel que impedem ate a luz do sol de chegar ao chao... andando por la, pareciamos estar passeando a noite, enquanto “la fora” eram 3 da tarde... Ao passar pelas ruelas, podiamos espiar o que passava por dentro das “casas”: quartos de 20 metros quadrados, ou seja, tao grandes quanto o quarto que a maioria de nos tem em casa so pra gente, onde familias inteiras dividem o mesmo espaco para cozinhar, dormir, tomar banho, lavar o roupa... (quando eu falo em familias inteiras deve-se entender no estilo indiano: pai mae filhos, noras, netos...)
Ate mesmo la dava pra ver a diferenca entre um casebre e outro: uns com mais espaco, com proprias portas e outros so com uma cortininha... geralmente as estruturas tinham dois andares, entao dava pra ver as minimas escadinhas dando acesso aos quarto do andar de cima. Foi uma experiencia e tanto espiar e imaginar o mundo dessas pessoas... Um mundo onde privacidade nao existe; onde ate pra ir pro banheiro tem que enfrentar fila (a maioria dos casebres nao tem banheiro... as pessoas usam banheiros publicos), onde as ruelas e os drenos sao a mesma coisa e onde a luz do sol nao chega...
Mas a lembranca que Dharavi deixou em mim sao as pessoas... Ja tinhamos comentado, eu e a Salma, que os indianos mais queridos, mais especiais sao os indianos mais simples... Longe daqueles mais ricos, que so pensam em “Business, business” e em cada rupia e tambem longe dos irritantes mendigos e pedintes: os indianos que me comovem e me conquistaram aqui sao os simples, os vendedores de legumes, os costureiros, os donos de mercadinhos, os trabalhadores em fabricas... e os habitantes de Dharavi. Nao faltaram sorrisos na nossa visita, a gente passava e um mundo de sorrisos se estendia ... em plenas condicoes deploraveis que eles estavam, catando plastico na mesma posicao por horas e horas mas bastou nos ver (estrangeiros, ou seja, com certeza pessoas de fora de Dharavi) que de alguma maneira eles mostravam a sua hospitalidade.
As criancas nos estendiam a mao: queriam cumprimentar a gente!!!! Sem contar os milhares de “Hi!” que recebemos delas. Uma menina chegou perto de mim e queria conversar... Coisa mais linda. A familia dela estava junto e todos quiseram se apresentar pra mim. Outras ja sabiam algumas frases em ingles e ate perguntavam o nosso nome. Uma perguntou pra Salma: “What is your name? What is the name of your father?”
Infelizmente, nao nos permitiram tirar fotos durante o tour. O guia disse que as pessoas achavam que a gente vinha pra tirar fotos e depois rir da cara deles. Nao concordo que eles, os indianos, pensem isso... foi uma pena nao poder gravar alguns daqueles sorrisos... tenho certeza que aquela menina que se aproximou de mim e ficou por minutos andando de maos dadas comigo teria adorado tirar uma foto. Mas nao deu. Entao as imagens de Dharavi vou deixar pra profissionais, que diga-se de passagem, fizeram um trabalho maravilhoso.
To check:
National Geographic
Tem muito mais o que escrever neste post… mas vou ficar por aqui so pra deixar voces curiosos… agora tem uma grande discussao a tona porque ha planos do governo de reurbanizar essa regiao… e esse tema tem pano pra manga... ate mesmos os proprios moradores nao se definem; porque ao mesmo tempo que eles querem condicoes melhores, eles tambem nao querem perder empregos, o que provavelmente vai acontecer com a nova Dharavi...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Bollywood behind the scenes
Depois da minha primeira experiencia em Bollywood, onde passei o dia inteiro enfiada em uma boate, cheia de gente e super quente, onde cada cena era filmada pelo menos 5 vezes, nao estava muito interessada em repetir a dose. Mas, mais uma vez, o fato de eu ter uma companhia me ajudou, a Salma ia comigo. Depois, a filmagem seria em Filmcity, parte da cidade onde tem os estudios de Bollywood, entao eu estava esperando ver o Hollywood da India e aceitei.
Chegamos no sabado de manha. Pra Salma foi um choque ver a tal da Filmcity, que de glamoroso como Hollywood, ou ate mesmo como Bollywood nos filmes, nao tem nada: sao armazens, tipo aqueles armazens do cais do porto em Porto Alegre. Quando chegamos, encontramos nao sei quem que nos indicou pra encontrar nao sei quem e entramos num edificio horrivel, construido pela metade, meio sujo, meio em obra. Eu nem notei a diferenca, sei la, ja me acostumei com o descaso indiano pra muitas coisas e achei aquela cena comum. Mas a Salma tinha na cabeca que estava indo pra Bollywood, onde os famosos atores vem filmar, e estava esperando algo muito muito melhor.
Pra variar, nos fizeram esperar horas e horas. Quando a gente vai pra esses eventos, eh a mesma coisa. Nos chamam as 8pm "sharp" (pontualmente) e o evento nao comeca antes das 10:30pm... E dessa vez foi ainda pior: estavamos prontas as 10am mas a nossa cena so foi filmada as 5pm!!!
Pela manha esperamos no nosso estudio, nao imaginem muita coisa, so uma salinha com um espelho e uma cama... Mas a tarde, entendiadas, pedimos pra descer para o set das filmagens...
E foi a grande surpresa: la estava toda a "staff", camera man, diretor e todos esses "extras" necessarios (o da luz, o do microfone, etc etc etc) e o nosso super star, um dos maiores na India, encenando: Akshay Kumar!!!!!!!
Eu ja estava bem arrependida de ter aceitado e perdido meu sabado, mas desse momento em diante foi o maximo ver Bollywood funcionando por tras das cenas. Na minha primeira experiencia, alem de estar muito lotado o lugar, com equipamentos e pessoas, a "staff" nao foi tao simpatica comigo quanto foram dessa vez. Fiquei impressionadissima quando o diretor chegou perto de mim de da Salma e perguntou de onde eramos. Entre um corte e outro, a conversa avancou... o que voces estam fazendo aqui, se gostam da India, etc... O mesmo aconteceu com o ocupado camera man... Entao nos sentimos mais que confortaveis pra estar ai olhando e entendo como tudo a acontece.
Nao parei de pensar que eu jamais poderia ser atriz de Bollywood. Juro que esse sonho ja passou por perto, mas depois do que vi, acho que a minha personalidade e mente agitada nao combinam com isso... Cada cena eh filmada nao sei quantas vezes; primeiro com os textos na mao, depois a cena como tem que ser... ai va uma vai duas, tres... e ate cinco se o diretor pedir. Depois, pra filmar a continuidade da cena; para tudo, troca a camera de lugar, ajeita aqui, ajeita ali, ve com extras se a camera esta bem posicionada, se da pra enquadrar a cena e chama finalmente os atores, que estam descansando em seus luxuosos trailers do lado de fora (imagino que os trailers sejam luxuosos, so vi pelo lado de fora). Entao, assumo eu, levaram o dia inteiro pra filmar uma cena que nao vai passar de 5 minutos... Haja paciencia!!!
Ah, nao posso deixar de comentar do superstar, Akshay Kumar!!!
Eu sei que vai ser dificil acreditar, mas ele estava se fazendo pra nos!!! Tava sim!! Fazia questao de passar por perto, dava umas olhadinhas de vez enquanto... eh impressionante o que uma pele branca nao causa aqui na India... ate um super star fica dando bola pra gente! hihihi
Bom, depois de tanto tempo esperando, observando e etc, finalmente chegou a nossa hora de filmar. E ate esta hora, nao sabiamos exatamente o que iamos fazer. Eramos as unicas figurantes e estavamos usando umas roupinhas baratas de secretaria... E as cenas eram filmadas em uma clinica, que teoricamente era em Los Angeles. No ultimo segundo, chamaram a Salma pra se arrumar: retocar maquiagem, cabelo. E eu fiquei de lado... Xiiiiii...parecia que eu nao ia aparecer... mas no ultimo milesimo, pediram pra eu retocar a maquiagem e cabelo tambem. Ufa!
A Salma participou de uma cena com o grande super estar e mais dois atores, estavam esperando na sala de espera da clinica. Ela teve um mini dialogo e tambem uma "reacao" na cena; foi super bem.
Quando chegou a minha vez... que nervoso... era a camera na minha cara e eu filmando a cena sozinha... E nao sei aonde meus talentos de atriz e a minha extroversao foram parar... Pra filmar uma cena atendendo o telefone e chamando um nome, precisei repetir 6 vezes!!!!!!!!! Argh, que sufoco! Mas segundo a Salma, a sexta vez foi otima!
Agora vamos checar no dia 29 de marco, dia que o filme sera estreado aqui na India, que se chama Kambakht Ishq. ;)
Bollywood, Dharavi e Valentine's
Este final de semana foi bastante agitado, com direito a Filmcity, dia dos namorados e ainda um tour em Dharavi e um cafe em Bandra. So esses tres primeiros programas ja tem conteudo pra tres post diferentes...
Filmcity eh aonde tem os estudios de Bollywood e onde sao feitas varias gravacoes; fica bem perto da minha casa, atrevessando os trilhos do trem, em Goregaon East.
O dia dos namorados internacional, 14 de fevereiro, e nao brasileiro, tambem eh teoricamente comemorado na India. Mas devido alguns fanaticos e uma tal de "policia moral" esse dia foi um tanto agitado para o pais, com militantes de partidos fanaticos casando forcadamente casais que encontraram na rua em Pune (outra cidade) e agressao em dois irmaos que pareciam namorados em outra cidade. Isso mostra bastante o constrante entre a India moderna, com mulheres bebendo alcool em pubs e casais saindo pra namorar, com a India conservadora, que nao aceita nada disso. Um post pra explicar tudo isso sera escrito logo logo. ;)
Por fim, Dharavi eh uma favela daqui de Mumbai e a unica reconhecida pelo governo dentre das milhares de favelas que estao espalhadas pela cidade e abrigam a incrivel porcentagem de 55% dos mumbaikars. Fica no meio da cidade, entre Bandra e Dadar e ocupa um espaco de 223 hectares. Alem de mais de um milhao de pessoas que vivem la, usinas de reciclagem, metalurgicas de alumino, fabricas de roupas, padarias, etc etc geram uma receita anual para a favela de 650 milhoes de dolares. Ou seja, uma cidade paralela, um mundo paralelo corre por ai: com muculmanos e hinduistas, com sul e norte indianos...uma mini India. E da mesma maneira que os tours em favelas ja sao populares no Brasil, aqui tem um tour e finalmente resolvi faze-lo este domingo. Foi incrivel, que experiencia. Por isso que merece um post exclusivo. ;)
Bom, agora que voces ja sabem porque a escolha desses tres temas, vamos comecar a escrever!!!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
A busca do Saree perfeito
Casamentos na Tunisia sao tao longos e brilhantes como os indianos. A cerimonia pode durar 7 dias e cada dia significa um vestido diferente. Ai nao eh so a noiva que tem que se preocupar, mas tambem as convidadas... E diferente da India, os precos nao sao tao animadores assim: a media de um vestido de festa, dos mais sofisticados, eh em torno de 500 dolares.
Motivada pela economia e tambem pelos diferentes modelos que pode encontrar aqui, a Salma nao para de procurar sarees e lenghas. E claro que nao usam exatamente os mesmos trajes la, mas com a ajuda de um costureiro de la, um saree daqui pode virar um vestido e tanto na Tunisia. Resumindo a novela, a senhorita Salma quer comprar um mundo de sarees e lenghas aqui... tanto pra ir em casamentos quanto pro casamento dela. O mais engracado eh que quando chegamos nas lojas pedindo por trajes para noivas, todos ficam muito curiosos sobre pra saber do noivo. Mas o noivo ainda nao existe!!! Hihihih
Claro que pra mim eh o maior prazer acompanha-la nas compras. Eu sei que nao devo comprar mais saree, afinal, a minha estadia na India nao eh eterna e assim que voltar pro Brasil nao terei mais onde usa-los (torco pra que com a novela a moda do saree pegue!!!)... Mas fica dificil so acompanhar e nao desejar nenhum... agora eu brinco que tambem estou buscando um saree, um pra ir no casamento da Salma (ai tem que ser com bordados e ainda nao tenho nenhum saree neste estilo).
E os precos desses sarees sao bem mais salgadinhos... quanto mais bordado, quanto mais fino o tecido, mais o preco sobe... e se tem design, nossa, o preco nao sobe, voa. Esses dias caimos numa loja de “designers” e falaram na maior naturalidade que um lengha bordado custava 2,5 lakhs, que eh 5000 dolares. Baratinho, nao?
Essas fotos sao pra ilustrar algumas perolas que encontramos por ai... estou tao louca pra comprar um que ate ja estou pensando em arriscar a usar um saree num casamento no Brasil... o que voces acham? O marronzinho da foto da, nao da?
Motivada pela economia e tambem pelos diferentes modelos que pode encontrar aqui, a Salma nao para de procurar sarees e lenghas. E claro que nao usam exatamente os mesmos trajes la, mas com a ajuda de um costureiro de la, um saree daqui pode virar um vestido e tanto na Tunisia. Resumindo a novela, a senhorita Salma quer comprar um mundo de sarees e lenghas aqui... tanto pra ir em casamentos quanto pro casamento dela. O mais engracado eh que quando chegamos nas lojas pedindo por trajes para noivas, todos ficam muito curiosos sobre pra saber do noivo. Mas o noivo ainda nao existe!!! Hihihih
Claro que pra mim eh o maior prazer acompanha-la nas compras. Eu sei que nao devo comprar mais saree, afinal, a minha estadia na India nao eh eterna e assim que voltar pro Brasil nao terei mais onde usa-los (torco pra que com a novela a moda do saree pegue!!!)... Mas fica dificil so acompanhar e nao desejar nenhum... agora eu brinco que tambem estou buscando um saree, um pra ir no casamento da Salma (ai tem que ser com bordados e ainda nao tenho nenhum saree neste estilo).
E os precos desses sarees sao bem mais salgadinhos... quanto mais bordado, quanto mais fino o tecido, mais o preco sobe... e se tem design, nossa, o preco nao sobe, voa. Esses dias caimos numa loja de “designers” e falaram na maior naturalidade que um lengha bordado custava 2,5 lakhs, que eh 5000 dolares. Baratinho, nao?
Essas fotos sao pra ilustrar algumas perolas que encontramos por ai... estou tao louca pra comprar um que ate ja estou pensando em arriscar a usar um saree num casamento no Brasil... o que voces acham? O marronzinho da foto da, nao da?
Assinar:
Postagens (Atom)
